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Agents of S.H.I.E.L.D - 4° Temporada | Crítica

Agents of S.H.I.E.L.D - 4° Temporada
Elenco:Clark Gregg, Ming-na Wen, Brett Dalton, Chloe Bennet
Criação: Joss Whedon
Estréia: 20 de setembro de 2016
 

A Marvel Studios conseguiu consolidar seu universo de forma incrivelmente coesa desde 2008, com o lançamento de diversos filmes, culminando num universo compartilhado explorado no épico Vingadores, dirigido por Joss Whedon, após isso surgiu um novo projeto, da mente do próprio Whedon, agora idealizado para a TV, surgindo assim Agents of S.H.I.E.L.D, um tanto quanto diferente do que muitos esperavam,  a série não trazia nenhum dos agentes mais conhecidos do mundo dos quadrinhos, apostou numa pegada mais original, em ter sua própria cara. A equipe tinha sua bandeira carregada por Phil Coulson (Clark Gregg), voltando dos mortos após seu confronto com Loki no primeiro filme do super grupo da casa das ideias, agora para liderar um grupo de agentes em missões para manter a ordem um tanto quanto questionável da S.H.I.E.L.D, vigente.

Porém, a série encontrou uma barreira que foi um de seus maiores vilões, a necessidade de estar constantemente conectada com o universo de filmes da Marvel, por muitas vezes, restringia todo o processo criativo da serie, tolhia sua liberdade e delimitava demais os seus personagens, convenhamos, um universo compartilhado é fantástico, mas não existe nada melhor do que o livre arbítrio e a criação e adaptação do gigantesco universo da Marvel da forma mais livre possível. Claro, todos queríamos ver um team-up do Steve Rogers e a gangue do Phil, mas mais do que isso, queríamos boas referencias, acompanhadas de originalidade.

Enfim, houve a revelação de que o quarto ano da série nos apresentaria o (Motoqueiro) Motorista Fantasma, sim, o Robbie Reyes (num trabalho magistral de Gabriel Luna), personagem que constituiu um dos melhores arcos da Marvel Now, que trazia consigo a ideia de “sopro de renovação” que a série deveria ser pro universo cinematográfico da Marvel. E não deu outra, a série tomou um novo patamar, com a condição dos inumanos já relativamente bem desenvolvida, utilizando (aí sim) muito bem os elementos deixados pela Guerra Civil e o tratado de Sokóvia, o programa começou a explorar o sobrenatural, colocando os personagens frente à perigos bem acima de sua compreensão e dotados de uma originalidade que exalta os melhores anos da Marvel.

Com uma enorme evolução de diversos personagens, trazendo vilões fortes e apostando num modelo que eu, particularmente, considero muito interessante, a ABC decidiu transformar a temporada de 22 episódios em mini arcos que levavam cerca de oito episódios cada, que ao fim se interligavam, sim, mas que tinham seu inicio, desenvolvimento e final muito bem delineados, mantendo o espectador bem mais interessado do que no formato padrão onde a série se arrasta de forma demasiada pelos episódios, muitas vezes enchendo uma quantidade enorme de linguiça até desaguar num cliffhanger ao fim da temporada, uma ideia que talvez pudesse ser copiada pela DC no seu Arrowverse, quem sabe?

Ao fim da temporada, Agents of S.H.I.E.L.D entrega em sua melhor temporada, um modelo totalmente novo e bem sucedido de manter-se empolgante, entregando um final digno de cinema, bem menos extravagante do que em outros anos, mas dotado de bem mais relevância e alça a série num novo rumo, se desprendendo mais do universo visto nos cinemas e se encontrando de vez na sua originalidade e em seus fortes personagens. Só nos restando dizer: Hail, S.H.I.E.L.D!
 

 

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