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Bates Motel - 5° Temporada | Crítica

Bates Motel - 5° Temporada
Elenco: Freddie Highmore, Vera Farmiga, Max Thieriot, Olivia Cooke, Nestor Carbonell 
Criação: Carlton Cuse, Kerry Ehrin e Anthony Cipriano 
Estréia: 20 de Fevereiro de 2017



Muito se fala, à respeito da quantidade de prequels feitas pelo cinema e televisão de um modo geral, a maioria não acredita que contar a história de origem de uma obra já existente possa ser um atrativo, alguns por achar desnecessário, outros por receio de que seja maculada a obra original. No sentido oposto à toda essa controvérsia, o canal A & E, então, apresentava ao mundo um prelúdio do aclamado longa Psicose, surgia assim, a série Bates Motel.

A série criada por Carlton Cuse, Kerry Ehrin e Anthony Cipriano, focava no relacionamento do personagem Norman Bates com sua mãe e como tudo isso culminou nos eventos ocorridos no Motel durante o longa de 1960, encerrou-se na última semana, após cinco anos no ar, sendo, ao contrário do que se pensava à época de seu anuncio, um sopro de esperança nesse conturbado universo de histórias de origem.

O último ano da série, adentrou o universo do longa, universo esse que já havia sido relativamente expandido pelos anos anteriores, mas que não sofreu, com isso, nenhum tipo de alteração que pudesse comprometer a série ou até mesmo manchar a obra original. No decorrer da temporada, entendemos mais o modus operandi de Norman, chegamos ao ápice de seu descontrole emocional e nos foi elucidado o porquê de seu transtorno (seria isso um spoiler?), seu surgimento e suas motivações.

Como foi de praxe durante toda a série, as atuações sempre marcantes de Freddie Highmore (Norman Bates) foram dignas do papel à ele confiado, confirmando a evolução do jovem ator britânico que é facilmente sentida na simultânea evolução de seu personagem no show. A também competentíssima Vera Farmiga (Norma Bates) continua estonteante e parte integrante do tom sombrio da série.

Adaptando diversos momentos da obra de Hitchcock, mas mantendo suas raízes, o programa entregou cenas extremamente violentas, brutalmente belas e capaz de deixar até os fãs mais céticos do clássico sem argumentos. A série conseguiu explorar personagens como Dylan (Max Thieriot) de melhor forma nessa temporada, a rápida aparição de Rihanna na pele de Marion Crane talvez tenha sido o ponto fora da curva, vale também ressaltar que a história do xerife Alex Romero (Nestor Carbonell) também deixou um pouco à desejar, visto que transcorreu de maneira um pouco arrastada e depois intensamente acelerada, não sendo capaz de transparecer com muita veracidade as motivações do personagem.

Apesar desses pequenos detalhes, a temporada se encerra com um desfecho digno para Norman, para seu legado, para o legado da obra e deste prelúdio que mostrou, entre outras coisas, que é possível, sim, contar boas histórias, mesmo que de longa data, podendo-se criar todo um mundo novo, sem prejuízos ao material original e dá, sim, pra figurar ao lado da vasta história do Bates Motel, porque sempre que lembrarem da obra de Alfred Hitchcock, vão lembrar também da história do Norman e da Norma Bates antes de tudo acontecer.
 

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