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La la Land – Cantando Estações| Crítica


La la Land - Cantando Estações (La la Land)
Elenco: Ryan Gosling, Emma Stone, John Legend
Direção: Damien Chazelle
Data de estreia: 19 de janeiro de 2017 (2h08min)


Conhecido pelo sucesso de Whiplash - Em Busca da Perfeição (2014), o diretor Damien Chazelle dessa vez nos traz um filme musical autêntico, romântico e além de todas as expectativas: La la Land – Cantando Estações, que tem como protagonistas Emma Stone, interpretando Mia, e Ryan Gosling como Sebastian, conta a história de um casal que se apaixona perdidamente e ao mesmo tempo tenta consolidar suas carreiras correndo atrás de seus sonhos na grande cidade de Los Angeles. Sebastian (Ryan Gosling) é um pianista falido que tenta realizar seu sonho de abrir um clube de jazz e Mia (Emma Stone) uma atriz que, enquanto faz testes para conseguir o grande papel de sua carreira, trabalha numa cafeteira dentro estúdios da Warner em Los Angeles.

La la Land nos recepciona com uma câmera com vinheta e letras clássicas de filmes antigos que já nos primeiros minutos emociona. As cores, ora pastéis, ora saturadas, são um deleite para os olhos. Sem contar com cenas em que o neon colabora para a configuração das canções, movimentos e cores. A espetacular coloração do filme lhe rendeu o Oscar de Melhor fotografia, encabeçada por Linus Sandgren.

Emma Stone traz uma atuação irrepreensível, Mia é sensível, talentosa e madura na medida certa. Sua interpretação é carregada de responsabilidade e não decepciona. As cenas em close, o contato hipnotizante com seus olhos e as sutis mudanças nas expressões de seu rosto envolvem o público de modo certeiro. Sua personagem é um retrato perfeito do quanto pode ser frustrante tentar fazer sucesso em Hollywood.
A interpretação de Ryan Gosling não fica atrás, Sebastian é peculiar, apaixonado e obstinado. O ator traz leveza e honestidade ao personagem. Apesar de dançar, cantar e tocar vários instrumentos desde pequeno, ele teve que praticar muito piano para chegar ao nível de desempenho que o filme precisava.  Os dois acabam virando o casal queridinho que nos faz sentir com intensidade todas as situações vividas ao longo do filme. A química entre os atores é incontestável.

Recordista em indicações ao Oscar, 14 no total, a produção levou 6, o de Melhor Atriz (Emma Stone), Melhor Trilha Sonora (Justin Hurwitz), Melhor Diretor (Damien Chazelle), Melhor Fotografia (Linus Sandgren), Melhor design de produção e Melhor Canção Original ("City of stars", música de Justin Hurwitz e letra de Benj Pasek e Justin Paul). O filme também venceu em 7 categorias no Globo de Ouro e 5 no BAFTA.

La la Land é contagiante e emociona. Com seu humor, leveza e um romance realista, envolve o público do começo ao fim. Ao final, somos capazes de aplaudir de pé.

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