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Rei Arthur - A Lenda da Espada | Crítica


Rei Arthur - A Lenda da Espada (King Arthur - Legend of the Sword)
Elenco: Charlie Hunnam, Jude Law, Djimon Hounsou, Aidan Gilllen
Direção: Guy Ritchie
Estreia: 18 de maio (Brasil)

Cinco estrelas, mas poderiam ser seis. Imagine 300, Senhor dos Anéis e Esquadrão Classe A, juntamente ao famoso humor inglês e à nostalgia de Sherlock Holmes. Agora imagine um diretor que resolva por tudo isso dentro de uma das melhores histórias da literatura. Isso é Rei Arthur – A Lenda da Espada.

Logo nos primeiros minutos, é possível perceber que não será mais um filme clássico, épico, com uma fórmula batida.

Dá quase para criar outro longa, imaginando Guy Ritchie e sua equipe de produção sentados em uma mesa, fazendo o brainstorming: “O que vamos adicionar de elementos principais?” – Ritchie solta para ver a criatividade dos outros integrantes de sua própria távola. “Eu acho que podíamos por tomadas rápidas”, “por que não câmeras lentas?”, “vamos filmar com drones?”, “a gente podia fazer diferente e por câmera em primeira pessoa!”, “E a trilha sonora? Tem que ser pesada, né”, “Que? Eu pensei em deixar vários minutos de silêncio”. Guy toma um gole do seu café e deixa o fogo rolar. “Ok, ok, mas flashback tem que ter, certo?”, “E lutas de espada, se não, não faz o menor sentido!”. “Tem que focar na magia! É filme épico!”.  “O que você acha Ritchie?”. Ele se levanta, olha para todo mundo com ar de quem manda e diz: “nós vamos usar tudo”. E sai para buscar outra xícara de café.

A mistura de elementos visuais e sonoros é que dá a cara do filme. Não o deixa pacato e cansativo. E também, por outro lado, apesar da curta duração, o roteiro te envolve de forma impressionante. É como se Ritchie trouxesse elementos do mundo atual e encaixasse perfeitamente em um mundo medieval, e isso se dá desde o figurino até as falas das personagens.

A escolha de elenco é outro ponto imprescindível. Charlie Hunnam (Círculo de Fogo) traz um Arthur debochado e completamente alheio à realeza. Seu visual forte, suas roupas e sua atuação deixam ainda mais evidente a ideia de que o filme é medieval, mas nem tanto. Porque, convenhamos, aquela “jaquetinha trovadora” nada mais é que um casaco de couro, à la Sons of Anarchy, disfarçado.

Jude Law faz do vilão um ser incrível. Sua presença em cena é tão forte, que é  possível ver o peso no ambiente e no cenário quando ele aparece. E apesar de “um mocinho e um vilão”, todas as outras personagens fazem um papel importantíssimo para a narrativa. Astrid Bergès-Ffrisbey (Alaska) vive “A Maga”, enviada por Merlim, e sem aquele ar de feiticeira bonitona. Na verdade, é totalmente ao contrário. Sua insensibilidade e seu jeito “grosseiro” deixam as cenas de magia leves e engraçadas, com aquele ar de “vida de estagiário de mago é uma droga”.

Para quem quer matar saudades de algumas personagens, Cem Olhos (Tom Wu), Roose Bolton (Michael McElhatton) e Lorde Baelish (Aidam Gillen) fazem aquela pontinha de alto nível e sem desvencilhar das características de suas outras atuações.

Rei Arthur – A Lenda da Espada não é um filme para todo mundo e adaptação não tão fiel da história pode irritar os fanáticos literários. Porém, para quem é fã de sarcasmo e do típico humor inglês, vale o ingresso e a pipoca. 

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