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Colossal | Crítica


Colossal
Elenco: Anne Hathaway, Jason Sudeikis, Dan Stevens, Austin Stowell.
Direção: Nacho Vigalongo.
Estreia: 15 de junho de 2017.


Simples,  original e cômico são os adjetivos que compõem a essência de Colossal. Protagonizado pela icônica Anne Hathaway que apresentou uma excelente atuação e traz um conforto dentro da personagem que é ideal para o funcionamento do filme. Nacho Vigalongo que escreveu e dirigiu concede uma visão audaciosa do inusitado e o ordinário brincando com seus valores e fornecendo apenas conclusões verossímeis e deixando certas partes à responsabilidade da imaginação da audiência .

Glória deixa Nova York e volta a sua cidade natal após uma sequência de acontecimentos: perder o emprego, o namorado à expulsa de casa e o confronto com seus inegáveis problemas com álcool. Durante mais uma ressaca ela descobre estar ligada a uma gigante criatura reptiliana que ataca a cidade Seul na Coreia do Sul. Para evitar mais do caos que se instalou no mundo com a aparição do mostro, ela vai tentar lidar com seus poderes e ao mesmo tempo seus vícios e relacionamentos abusivos que fazem parte da sua vida e tentar encontrar uma maneira de entender tudo o que está acontecendo.

Focando na vida da personagem Glória (Anne Hathaway) que vai de mal a pior como plano principal e deixando o monstro gigante (que pode vagamente lembrar o clássico Godzilla, mas ainda assim completamente diferente) que misteriosamente se materializa em Seul em segundo plano. Essa mudança na apresentação do protagonista e coadjuvante e a ligação entre o drama pessoal e a catástrofe conferem ao roteiro muito do mérito, além de não se prender à apresentação dos efeitos especiais de forma exibicionista ou explorativa diferenciando-se de filmes com gênero parecido; oferecendo ao espectador apenas pequenas doses que são o necessário para o contexto.


O roteiro original traz reviravoltas inesperadas na história e tem um desenvolvimento interessante dos personagens principais. É um misto de gêneros cinematográficos com uma aparência de blockbuster onde se encontra ação, comédia, fantasia e ainda clichês de comédia romântica. Com tudo, apesar das questões morais apresentadas serem sugeridas à debates, Nacho brinca com essas discussões e faz predominar a diversão acima de tudo isso, até os últimos minutos (literalmente) Colossal lhe dará motivos para boas gargalhadas.

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