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Fear The Walking Dead mostra o pior do ser humano!


O universo criado por Robert Kirkman nas páginas de The Walking Dead já se mostrou de imenso potencial, isso ficou ainda mais claro após a confirmação do spin-off Fear The Walking Dead, com a proposta de mostrar os primeiros dias do apocalipse, numa época muito distante de onde Rick e seu grupo hoje estão.

Ampliando os horizontes da obra original
A série entrou em hiatos nessa semana, retornando com novos episódios no dia 10 de setembro e mais uma vez trabalhou muito bem o contexto de drama familiar e continua cumprindo com excelência o papel de expandir o universo apocalíptico fundado na obra original. Colocando seus personagens em territórios inexplorados até o momento e mesmo através de diálogos com figuras em outras localidades, pouco a pouco vamos tomando conhecimento de que a devastação tem uma escala bem mais ampla do que a imaginada apenas nos primeiros anos em The Walking Dead e aquele “Mundo Maior” encarado por Rick atualmente parece fazer bem mais sentido.

A natureza do ser humano permanece a mesma
Outro ponto importante é a ambientação recente da série e como tem funcionado para debater um momento onde o conservadorismo parece ter ganhado voz e vez nos EUA, ao colocar em meio à busca constante por sobrevivência um conflito que vem desde as fundações dos Estados Unidos como eles são hoje, disputas entre o “homem branco” e os nativos americanos, reclamando suas terras de direito, mesmo diante da total aniquilação do que conhecemos como a sociedade moderna.

É interessante ver como valores deturpados podem continuar vigentes mesmo quando todas as fundações ruírem, mostrando que a ignorância do ser humano parece não ter limites, esse sempre foi um ponto forte da série de Kirkman, mostrar o pior de nós.

Melhor tratamento dos personagens
Em meio à tudo isso, a série consolida Madison Clark (Kim Dickens) como sua personagem mais forte e disposta a sujar as mãos para manter a família unida. Frank Dillane (Nick Clark) continua com uma atuação acima da média e demonstrando ser um personagem um tanto mais complexo que os demais e que se encaixa na definição de pessoas as quais o apocalipse “fez bem”.

A química entre os personagens, que era ponto bastante controverso entre os espectadores parece estar começando a se estabelecer de forma mais coesa. As histórias paralelas também começam a ser melhor trabalhadas e sem necessidade de roubar os minutos da história principal, mantendo um bom ritmo ao longo dos episódios.

Os Clark no poder e a continuidade da trama
Ao final do oitavo episódio, fica uma expectativa de que a família Clark tenha conseguido estabelecer-se, mas encontrarão resistência sem sombra de dúvidas. A trama deixou clara que não existem santos nessa história e todos estão dispostos a fazer de tudo pelo seu povo, seja família, sejam as pessoas sob sua proteção, ou seja uma minoria ora oprimida. Os mortos se colocam como parte do que expôs o pior da humanidade, agora despida do que antes lhe impedia de expor sua natureza, como é bem dito durante um dos episódios, não existem mais leis ou tribunais, o veredito agora é outro.


A segunda metade da temporada, diferente do ano anterior, não parece que tomará um rumo diferente, quase que sugerindo um novo arco, o que foi bastante proveitoso para o ano dois, mas esse ano a continuidade parece fazer mais bem do que mal para a série.

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