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Homem-Aranha: De Volta ao Lar | Crítica

Homem-Aranha: De Volta ao Lar
Elenco: Tom Holland, Michael Keaton, Zendaya, Laura Harrier, Jacob Batalon, Robert Downey Jr, Marisa Tomei
Direção: Jon Watts
Estreia: 06 de julho de 2017


Finalmente o cabeça de teia voltou à sua casa e como era de se esperar não decepcionou. De uma vez por todas pudemos ver o Homem-Aranha adentrar o universo compartilhado da Marvel, mas o diretor Jon Watts nos mostrou muito mais do que isso.

O filme inicia com um título de uma filmagem amadora intitulada “Um filme de Peter Parker” e isto retrata bem tudo que está por vir, porque vemos aqui um filme que explora muito bem o homem por trás da máscara, aliás, o garoto por trás da máscara. Sempre foi um ponto forte do Homem-Aranha a sua identificação quase que imediata com os leitores e telespectadores, apesar do lance da aranha radioativa e dos superpoderes, não existe super-herói tão próximo da nossa realidade como Peter Parker, seus infindáveis problemas e dilemas ao mesmo tempo em que ele possui a responsabilidade de salvar Nova York são como os nossos, afinal também saímos de casa todos os dias pra derrotar nossos “vilões” e salvar nosso próprio mundo, não é verdade?

E ao tratar de Peter Parker, devemos fazer menção à grande atuação de Tom Holland, o modo incrível como ele encarnou o personagem e o seu alter ego, sua desenvoltura é fascinante e mostra o quão preparado o ator está para uma longa carreira a frente do escalador de paredes favorito dos nerds.

Sem retornar as questões de origem do personagem a trama segue sem grandes problemas e com uma dose de humor que já é marca registrada nos filmes da Casa das Ideias, cercado por personagens que funcionam pra auxiliar tanto em suas aventuras como em seus problemas, o jovem herói segue sua jornada para tentar se encontrar, tanto como adolescente que é, como também buscar seu lugar num mundo de heróis.

Tendo Tony Stark (Robert Downey Jr.) como referência, o jovem Homem-Aranha ainda vive no conflito do dilema lançado por tio Ben, entre os grandes poderes e as grandes responsabilidades. Vale apontar que o Homem de Ferro mais ajuda do que atrapalha a trama, servindo pontualmente no crescimento de Peter, fazendo a figura de um mentor e tentando livrar o jovem dos erros que um dia foram os seus, claro que tudo isso bem ao jeitão Stark de ser.

Outro ponto positivo do filme está em Michael Keaton desempenhando um ótimo vilão, já que suas ambições são totalmente críveis e toda a história que envolve o personagem é dotada de um pensamento um tanto quanto presente, mesmo que de forma um pouco diferente, no imaginário popular. Algumas das cenas com o Abutre são tensas e contrastam fortemente com o tom “teen” do restante do longa. Os demais vilões introduzidos não possuem a mesma profundidade, mas contribuem de sua forma para boas cenas de ação e devem ser melhor explorados no futuro da franquia.

Como ponto negativo, alguns personagens que são símbolo da vida de Peter Parker no colegial deixam a desejar, o maior deles sendo Flash Thompson (Tony Revolori) que não é nem sombra do Flash que conhecemos e que é praticamente um inferno na vida escolar do Aranha.

De forma geral, a proposta de Homem-Aranha: De Volta ao Lar é clara e extremamente bem executada, introduziu o Homem Aranha no universo Marvel e ao mesmo tempo trouxe de volta o espirito de amigão da vizinhança, daquele herói que a gente tanto se identifica por enfrentar uma porrada de inimigos e ainda se preocupar com estudos, contas, relacionamentos e afins. Todos nós já desejamos ser o Homem-Aranha em algum momento da vida e provavelmente muitos de nós hoje em dia nos tornamos um Peter Parker, sempre à procura de mostrarmos nosso valor e é essa luta constante para mostrar que não é o uniforme que faz o herói que vemos de maneira divertida e fiel no filme do teioso, ou seja, tudo aquilo que os fãs esperavam. Dessa forma, não resta dúvida que o Aranha voltou pra casa com o pé direito, voltou pro lugar do qual nunca deveria ter saído.

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