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O Mínimo para viver | Crítica


O mínimo para viver (To the bone)
Elenco: Lily Collins, Keanu Reeves, Carrie Preston, Liana Liberato, Alanna Ubach.
Direção: Marti Noxon.
Estreia: 14 de julho de 2017.

★★

Atualmente temas que eram tabus ou constantemente evitados estão cada vez mais ganhando espaço nas produções audiovisuais, assim O mínimo para viver possui como abordagem a anorexia. A simples iniciativa em iniciar discussões necessárias para lutar contra a vergonha e o sigilo que rondam o problema já valem o tempo dedicado a assistir o filme.

Uma jovem de 20 anos que sofre de anorexia e encara a vida sem perspectivas positivas em relação a sua melhora, inicia uma jornada de sobrevivência emocionante ao encontrar um médico com métodos incomuns.



Contando com a direção de Marti Noxon e com Lily Collins como protagonista, onde ambas declararam ter sofrido de anorexia durante a juventude, além da pronunciada parceria com pessoas que sofreram distúrbios alimentares podem justificar o tom realístico do filme em suas representações.

A protagonista é cercada de pessoas que não compreendem sua condição e sem conhecimento sobre a doença acabam tomando posicionamentos negativamente críticos que expõem a vítima a um desconforto dentro de si mesma, que definitivamente, apesar das intenções, não ajudam em nada na recuperação. Frases como: “É só comer!” presentes em diálogos no longa-metragem refletem a comum tentativa de pessoas na vida real, em tratar uma doença mental como se fosse uma doença física, o objetivo do filme em âmbito social pode ser justamente trazer um mínimo conhecimento para as pessoas poderem lidar corretamente com o problema e dessa forma abrir caminhos para buscar ajuda.

Com tudo, a conclusão da trama é um pouco decepcionante. As expectativas foram alimentadas durante toda a história e o fechamento ocorre rápido e sem muita profundidade na sua mensagem final que apesar de clara, justa e otimista poderia ser melhor por todo potencial decorrente da trama. Ênfase também ao desempenho de Lily Collins no papel, que é excelente e evidente o bom encaixe dentro da personagem.   

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