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Narcos - 3° Temporada | Crítica

Narcos - 3° Temporada
Elenco: Pedro Pascal,Damián Alcázar, Francisco Denis, Pêpê Rapazote, Alberto Ammann
Criação: Chris Brancat, Carlo Bernard, Doug Miro
Estreia: 01 de setembro de 2017


★★★★

Houve quem ficasse ressabiado com o fato de Narcos continuar após a era Escobar, muito do que se falava ser o atrativo da série era o tamanho da história do narcotraficante, ficava aquela pulga atrás da orelha se contar a história dos Cavalheiros de Cali manteria o ritmo, se o tamanho da história continuaria intacto.

Mas a Netflix, mais uma vez, deu uma aula sobre como o poder de uma história, aliada à uma boa narrativa, consegue aproveitar o máximo dos personagens envolvidos nela, tornando a terceira temporada da série, uma evolução do modelo criado nos dois primeiros anos.

Não existe nenhuma grande inovação, apesar de não estar centrada na figura de um homem, como era com Pablo Escobar, continua centrando a ascenção de um império, mais precisamente o que esses “novos imperadores” do tráfico faziam diferente do antigo chefão e no que isso ajudava e/ou dificultava o trabalho do DEA.

No que podemos chamar de “primeira parte” da trama, Narcos trouxe o claro antagonismo de Pablo Escobar (Wagner Moura) e o agente Steve Murphy (Boyd Holbrook), era uma caçada praticamente pessoal. Com a saída de cena do agente americano, restou a pergunta se o personagem interpretado pelo competentíssimo Pedro Pascal (Game of Thrones), daria conta do recado e o protagonismo fez muito bem pra Javi Peña, que agora se coloca mais como um incansável combatente, não só do narcotráfico, como também da corrupção.

Aqui podemos notar que José Padilha ainda está presente na produção da série, nesta temporada que em vários momentos chega a lembrar o segundo longa de Tropa de Elite, dirigido por ele, também notamos muitas semelhanças entre Peña e o icônico personagem Capitão Nascimento, nas suas seguidas frustrações em combater o sistema.

Com a trama sempre fluindo entre os diversos personagens e o estilo narrativo que consagrou as duas primeiras temporadas, misturando imagens verídicas com as ótimas representações televisivas, vamos novamente imergindo no clima sujo e corrupto da Colômbia dos anos 90 e fica quase impossível largar a série sem ver o próximo episódio e o próximo.

E é também o ótimo desenvolvimento dos personagens que torna a série tão empolgante, praticamente não há momentos considerados irrelevantes, tudo que é apresentado em tela se encaixa na trama, faz sentido em algum momento e encontra seu lugar na história, nada está simplesmente lá, tudo muito bem aproveitado o que só configura mais um ponto positivo no modelo da série.

Mais uma vez fica claro que mesmo aquele telespectador mais curioso que corre no google pra pesquisar toda a história do Cartel de Cali antes de iniciar a série, ainda vai ter atrativos suficientes pra acompanhar o programa, fazendo excelente uso da liberdade de exagerar nos eventos pra criar o clima dramático e até mesmo a ação nos momentos corretos, não é nenhum erro histórico que vai apagar a brilhante carreira que Narcos vem construindo na Netflix.

A ideia agora é que a série não pare por ai, não precisa ter muita vivência de mundo pra saber que a guerra às drogas não começou com Escobar e não acabou contra o Cartel de Cali, com isso em mente, Narcos tem tudo pra ser uma série longeva, desde que mantenha sempre a força de sua narrativa como o seu ponto forte, a fórmula não parece ter data de validade.

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