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Thor: Ragnarok | Crítica


Thor: Ragnarok
Elenco: Chris Hemsworth, Tom Hiddlestom, Cate Blanchett, Tessa Thompsom, Mark Ruffalo e mais.
Direção: Taika Waititi
Estreia: 26 de outubro de 2017.

★★★★★


Thor nunca foi a melhor franquia da Marvel Studios. Apesar de ser um dos personagens mais importantes e conhecidos nos quadrinhos, nos cinemas o personagem sempre deixou a desejar e nunca provou por que merecia o título de Deus do Trovão, mas isso acaba com a estreia de Ragnarok.

O filme é uma sequência direta de Thor: O Mundo Sombrio, mostrando as consequências das ações de Loki (Tom Hiddlestom), e também uma sequência de Vingadores: A Era de Ultron, mostrando brevemente que Thor (Chris Hemsworth) ainda estava atrás das demais Jóias do Infinito e também o paradeiro de Hulk (Mark Ruffalo). Apesar de algumas ligações com outros filmes da Marvel, o filme se sustenta muito bem sozinho, mas não deixa de deixar pistas sobre os futuros filmes, principalmente Vingadores: Guerra Infinita.

A Marvel teve grande dificuldade para encontrar o tom ideal para os filmes do Thor. Os diretores Kenneth Branagh (Thor) e Alan Taylor (Thor: O Mundo Sombrio) apostavam em um clima mais sério e épico para o personagem, mas Taika Waititi apostou em um estilo totalmente diferente, desconsiderando todo o trabalho feito anteriormente. A comédia está muito mais presente e filme acaba se assemelhando muito mais à franquia dos Guardiões da Galáxia, algo que faz muito mais sentido em um quadro geral. Assim como James Gunn deixou sua identidade marcada com os Guardiões, Taika deixa sua marca nesse filme.

O longo aposta na dupla Thor e Hulk, que sempre funcionaram muito bem juntos nos filmes dos Vingadores. A saga Planeta Hulk é brevemente adaptada durante o filme, onde vemos Hulk vivendo como um Gladiador em Sakkar. Pela primeira vez nos filmes vemos o Gigante Esmeralda tendo uma personalidade e falando, mesmo que seja como uma criança. Isso traz uma perspectiva totalmente nova para o personagem, não é mais apenas um gigante que sai quebrando tudo que passa em sua frente e sua motivação para permanecer em Sakkar é totalmente compreensível.

Novos personagens são apresentados no filme. Alguns que devem ser muito importantes para o MCU, como a Valquíria (Tessa Thompsom) e Hela (Cate Blanchett), e outros que não devem ter grandes destaques em futuros filmes, como Korg (interpretado pelo próprio diretor Taika Waititi) e também o Grão-Mestre (Jeff Goldblum). Em geral o elenco inteiro está bem cena, grandes destaques para Cate Blanchett e o próprio Chris Hemsworth, que funciona muito melhor como um ator de comédia do que ação.

Um dos defeitos que podemos apontar no filme é a CGI, principalmente cenas envolvendo a Hela. Muitas vezes fica visível o uso dos bonecos digitais nas cenas de batalha. O ritmo do filme é bom, rápido e com poucos momentos onde o personagem precisa de se provar como grande herói, assim como vemos nos demais filmes da Marvel.

Os fãs dos filmes mais "sérios" da Marvel não devem gostar muito de Ragnarok. Apesar do título, que indica a destruição de Asgard, o filme não se leva a sério em momento algum e isso é uma das melhores coisas do filme. A fórmula da Marvel ainda está presente, mas abre muito mais espaço para a criatividade dos diretores. Thor: Ragnarok é uma das melhores aventuras solo do MCU e sem dúvidas nenhuma o melhor da trilogia. O que tudo indica não veremos uma nova sequência para a franquia, mas depois de todo sucesso e críticas positivas que o filme está recebendo, até podemos esperar um 'Thor 4' comandado novamente por Taika Waititi.

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