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Kingsman: O Círculo Dourado | Crítica


Kingsman: O Círculo Dourado (Kingsman: The Golden Circle)
Elenco: Taron Egerton, Colin Firth, Mark Strong, Julianne Moore, Halle Berry, Pedro Pascal.
Direção: Matthew Vaughn
Estreia:
28 de setembro de 2017

★★★★★


"A conduta define o homem"

Kingsman foi um filme que o público não saiu esperando uma continuação. Ele é completo. Uma saga de volume único. Mas sabe o que aconteceu? Resolveram fazer mais um. O medo de ver uma continuação de um filme muito bom é a expectativa. Felizmente, o segundo filme da franquia surpreendeu cada e uma dessas tais expectativas, das mais altas as mais baixas e das nem imaginadas.

Manter o diretor quando se está fazendo uma franquia torna as coisas um pouco mais fáceis. É perceptível no decorrer do filme que Matthew Vaughn já tinha tudo na cabeça, tudo planejado.

O roteiro do filme é simples. A história se baseia num background batido e pouco original. Mas então, o que faz de Kingsman: O Círculo Dourado tão espetacular? O exagero e o elenco.

A primeira sequência dá o tom do filme. Cortes mínimos, cenas impossíveis e pancadaria hiperbólica são só alguns dos elementos-chave que fazem a ação se encontrar com o típico humor inglês.

Trazer de volta os personagens do primeiro filme também é uma sacada interessante. Colin Firth arrasa, como sempre, e com uma versão completamente nova de seu personagem. No primeiro filme, o centrado. No segundo, um dos milhares toques de humor.

A cara nova do longa vem com a apresentação da organização "versão americana" de Kingsman, a Statesman, que conta com nomes de peso: Jeff Bridges (O Doador de Memórias), Halle Berry (X-men), Channing Tatum ( Magic Mike) e o cara que mais merece destaque, Pedro Pascal (Narcos). 

Com cenas de ação de tirar o fôlego, Pascal é o agente Whiskey. Ele traz a cara americanizada da organização, uma mistura de cowboy galanteador com "o cara que se achar o líder". É claro que ter em seu currículo duas séries de nome (Narcos e Game of Thrones) aumenta o nível de exigência em sua atuação, mas ele não deixa Whiskey perder para seus outros personagens e tanto Egerton quanto Firth, em suas cenas conjuntas, exaltam o potencial do ator.

Julianne Moore (Para Sempre Alice) não é nenhum Samuel Jackson (Os Vingadores), mas faz um papel de contraponto interessante. Para os cinéfilos e os viciados em sagas, dá até para dizer que sua atuação é uma versão excedente de sua personagem em Jogos Vorazes. 

O último - e talvez mais importante - destaque vai para Elton John. Quando saíram os pôsteres oficiais e um deles era o do cantor, o público ficou imaginando qual seria o papel ou a aparição dele no longa. A única coisa que pode ser dita sobre isso é que é absurdamente inimaginável, completamente imprescindível e totalmente hilária. 

Kingsman: O Círculo Dourado não é um filme de herói. É um filme de personagens que se acham heróis dentro de suas crenças, seus objetivos e suas ambições. Não é um enredo com lado certo e errado, nem um roteiro que te faz torcer por alguém específico. Mas sim, um filme de entretenimento do começo ao fim, que te faz dar boas risadas e ficar pasmem em várias situações. O longa, não é só mais uma continuação de uma franquia, mas o resultado genial entre a antítese "americanos x ingleses" e a conexão "ação-comédia".

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