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The Gifted | Primeiras Impressões


Sabe aquele ditado que fala que de onde a gente menos espera pode sair algo extremamente surpreendente, então isso se aplica diretamente numa parceria entre a Marvel e a FOX, que parecem inimigas ferrenhas na batalha por direitos de personagens, mas parecem estar entendendo que o caminho a se seguir é outro.

Essa dobradinha nos proporcionou uma das melhores séries produzidas recentemente, Legion (se você ainda não viu, pode ler a crítica aqui) e agora outra série no universo dos mutantes mais famosos da Marvel procura seu espaço só que novamente sem a presença desses mutantes famosos.

Já começa ai o primeiro acerto de The Gifted, série que é focada numa família que descobre que seus dois filhos possuem o gene X e precisa da ajuda de um grupo de resistência mutante para impedir que o Serviço Sentinela alcance seus pequenos. O pai dos jovens Andy (Percy Hines White) e Lauren (Natalie Alyn Lind) é um promotor local que atua numa força-tarefa de caça aos mutantes mas, claro, coloca a família em primeiro lugar.

Assim como traz o slogan da série, “família é o maior dos poderes” essa é realmente a força motriz da série e assim como Reed e Amy Strucker são capazes de tudo para proteger seus filhos, esse mesmo sentimento surge em relação aos mutantes, que como uma raça subjugada, agem como família para protegerem uns aos outros, mais do que qualquer super poder, a união é o elemento chave para a sobrevivência num mundo hostil. Esse também é mais um ponto forte do primeiro episódio e que se espera que perdure e se desenvolva ao longo da série, o poder da família num universo tão conturbado.

Durante o episódio piloto, que é excelente, somos apresentados aos demais mutantes da resistência, como Polaris (Emma Dumont), Blink (Jamie Chung), Thunderbird (Blair Redford) e Eclipse (Sean Teale) que serão responsáveis por guiar os jovens em sua nova jornada de descobertas e ao mesmo tempo protege-los de uma sociedade que teme aquilo que é diferente, aquilo que não entende, o episódio flui de maneira interessante, com efeitos muito bem realizados e todos os atrativos necessários para prender quem tá passando pela TV não só por esse episódio, como pelos demais.

E se tratando de enfrentar uma sociedade que teme o diferente, os mutantes nasceram nos quadrinhos com esse intuito, de abrir os olhos dos leitores para temas como o racismo e que com o passar do tempo se estenderam ao sexismo, xenofobia, dentre outros. Bryan Singer, diretor responsável por levar os X-Men às telas pela primeira vez, assina a direção do primeiro episódio da série, chama a responsabilidade, como sempre fez ao tratar desses temas.

A primeira impressão deixada por The Gifted é que, assim como Legion, assim como foi Logan neste ano, esta não será uma série voltada para o gênero de super heróis, teremos sim personagens poderosos e possivelmente diversos atos heroicos, mas o foco estará em fazer o que for preciso pra viver pra lutar mais um dia ao lado da sua família, nem que seja como a Lauren retrucando uma piada racista com seu irmão ou seja enfrentando às injustas lei anti-mutante, na constante luta pra se descobrir e enfrentar um mundo que pode não te aceitar como você é, isso é X-Men na sua essência mais pura, isso fascina qualquer fã do grupo, mesmo que ele não esteja presente na tela.

The Gifted é exibida no FOX Brasil, toda terça às 22h30.

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