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Alias Grace | Crítica


Alias Grace
Elenco: Sarah Gadon, Edward Holcroft, Paul Gross, Anna Paquin, Rebecca Liddiard.
Criação: Sarah Polley e Noreen Halpern.
Estreia: 3 de novembro de 2017.

 ★★★★

Alias Grace, minissérie original Netflix, é baseada em um livro homônimo de mesmo nome escrito por Margaret Atwood (publicado no Brasil pela editora Rocco), a mesma autora que escreveu o livro que deu origem a série The Handmaid’s Tale que foi um dos destaques da maior premiação da TV norte americana em 2017, o Emmy. Contudo cria se uma expectativa para a qualidade da trama.

A história inspirada em eventos reais tem como personagem principal uma jovem irlandesa que imigra para o Canadá onde é contratada como empregada doméstica. Condenada pelo assassinato do patrão e da governanta da casa, Grace Marks (Sarah Gadon) se torna a obsessão do jovem psiquiatra Simon Jordan (Edward Holcroft) que tem o trabalho de investigar a mente da misteriosa detenta.

Ambientada no Canadá de 1859 e com a utilização de flashbacks que se passam 16 anos atrás dando uma perspectiva de uma menina e a de uma mulher, Grace tem a oportunidade de narrar sua versão de sua própria história, a qual lhe foi tirada o direito de determinar à veracidade, se tornando na sociedade tudo aquilo que a própria especulava. Com o tom investigativo, exige certo nível de atenção do espectador em relação às informações emitidas que podem ser cruciais para uma boa reflexão sobre a conclusão da história.



Retrata através de três figuras principais uma realidade em que mulheres naquela época eram submetidas. Não ter direito sobre seu próprio corpo, ter seu destino nas mãos de homens e as inúmeras formas de violência às quais eram expostas.  Comparando a The Handmaid’s Tale , Alies Grace segue uma mesma linha feminista, enquanto em The Handmaid’s Tale temos a representação de mulheres perdendo alguns direitos conquistados em Alias Grace temos a representação de mulheres que sequer possuíram tais direitos algum dia.

 Dividida em seis partes, a série pode deixar alguns decepcionados no final, pois não é entregue exatamente uma resposta ao questionamento que é de certa forma o centro: Grace é culpada? Há uma quebra na bipolaridade do inocente e culpado em relação à autoria do crime.  Com a direção de Mary Harron (Psicopata Americano), boas atuações, ótimos cenários e uma premissa envolvente, a minissérie é mais uma excelente adaptação da renomada escritora Margaret Atwood.


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