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Fullmetal Alchemist | Crítica


Fullmetal Alchemist (Hagane no renkinjutsuhi)
Elenco: Ryosuke Yamada, Tsubasa Honda, Dean Fujioka
Direção: Fumihiko Sori
Estreia: 19/02/2018 (Netflix)

★★★


Se há duas coisas que os nerds/geeks/otakus - ou qualquer outro rótulo imposto - temem ultimamente são: live-actions de mangas pela Netflix e produções da Warner Bros. Porém, diferentemente do desastroso Death Note e dos controversos longas da DC Comics, Fullmetal Alchemist é, no mínimo, prazeroso de ser assistido.

O filme, produzido pela Warner e distribuído pela Netflix, traz uma adaptação alive de um manga lançado em 2001 (e adaptado para anime em 2003). Sem preocupações com spoilers, porque são os destaque do trailer: A narrativa conta a história  de Edward e Alphonse Elric, dois irmãos que resolvem, para trazer sua mãe de volta a vida, quebrar o maior tabu da alquimia: a Lei da Troca Equivalente.  O que acontece é que a tentativa dos irmãos dá errado, fazendo com que Edward (Ed) tenha que barganhar uma perna e um braço - literalmente um "it costed an arm and a leg", que em português seria um "custou os olhos da cara" - para salvar a alma de seu irmão Alphonse (Al) e, pelo menos, alojá-la em um tipo de armadura medieval. Diante disso, ambos começam uma busca pela Pedra Filosofal, que, aparentemente, pode trazer o corpo de Al de volta, pois aumenta o poder de um Alquimista. Entrando em uma bagunça que envolve o governo federal, "humanos que não são humanos" e outros alquimistas, os dois irmãos tentam, a qualquer custo, encontrar a pedra e salvar seus corpos.

Com diversas polêmicas envolvendo o filme antes mesmo de seu lançamento, Fumihiko Sori aposta em um japan-washing, efeitos especiais tímidos, personagens com desenvolvimento acelerado, porém um roteiro que funciona. Adaptar 27 volumes ou 51 episódios em 2:15 de longa não é um trabalho fácil e diante de toda a dificuldade de produção, a história flui e o roteiro é - praticamente - impecável.  

O longa pode causar estranhezas por trazer esteriótipos inesperados em seus personagens: nas personagens femininas, nas ideias de herói-vilão e até mesmo no governo, o que pode trazer uma gratificação de trivialidades para alguns e uma frustração de expectativas para outros. Ainda assim, parece que a ideia de trazer indivíduos de personalidade cliché é proposital e que poderia ser uma forma de apelo do diretor para vender seu produto no universo ocidental da cultura cinematográfica. Quem sabe?

Filmes em em japonês podem ser desafiadores quando se assiste no original, mas para quem é cinéfilo nipônico, vale ressaltar as atuações de Ryosuke Yamada (Ed) e Dean Fujioka (Coronel Mustang). Yamada valoriza a importância do personagem principal e suas características fortes: birra, revolta adolescente e um desejo 24/7 por justiça. Dean, por outro lado, dá vida a um personagem maduro e que dá o tom de conflito ao enredo do filme. 

Vale ressaltar: Para os super-fãs do gênero, a versão dublada traz as mesmas vozes do anime original.

Em resumo, Fullmetal Alchemist traz uma história bem construída e bastante envolvente, com ar de que pode haver uma continuação e um enaltecimento do valor da família em um nível, literalmente, transcendental. 
  




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